quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Strani Amori

Me desculpe devo ir embora,
mas sabia que era uma mentira,
quanto tempo perdido atrás dela,
que promete depois nunca cumpre,
estranhos amores que se colocam nos problemas,
mas na realidade somos nós.

E na espera de um telefonema,
brigando para que esteja livre,
com o coração no estomago,
um sentido enrolado,
ali sozinho, dentro um arrepio,
mas porque ela não está, e são,

Estranhos amores que fazem crescer
e sorrir entre as lágrimas
quantas paginas ali para escrever
sonhos e marcas para dividir.
São amores freqüentes a esta idade
se confundem dentro desta alma
que se interroga sem decidir
se é um amor que se faz por nós

E quantas noites perdidas a chorar
relendo aquelas cartas
que não consegue mais jogar fora
o labirinto da saudades
grandes amores que terminam
mas que ficam, no coração

Estranhos amores que vão e voltam
nos pensamentos que os escondem
histórias verdadeiras que nos pertencem
mas se deixam como nós
Mas na realidade somos nós

Estranhos amores frágeis
prisioneiros livres
estranhos amores que não sabem viver
e se perdem dentro de nós

Me desculpe devo ir embora
desta vez prometo a mim
porque quero um amor de verdade
sem você.

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